Folha da Manhã, Campos dos Goytacazes, 08 de junho de 2020 Cidades desertas Edgar Vianna de Andrade Creio que o alerta mais antigo quanto aos perigos da ciência veio de Mary Shelley, em “Frankenstein”, livro escrito entre 1816 e 1817, quando ela era pouco mais que uma adolescente. Em 1825, ainda jovem, mas já viúva, ela escreveu “O último homem”, livro pouco conhecido, mas considerado pela crítica uma obra-prima. Com trama transcorrida no século XXI, a ficção científica mostra a humanidade dizimada por uma praga, um mundo vazio. O livro é cinematográfico e merecia um filme que até pode existir. Mas desconheço. E o tema é atualíssimo. O primeiro filme do genial René Clair foi “Paris adormecida”, de 1923. A cidade não aparece deserta, mas com seus habitantes congelados. Apenas seis se movimentam. A paralização decorre da experiência de um cientist...
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